Cristã perseguida da Coreia do Norte vem ao Brasil contar seu testemunho

Cristã perseguida da Coreia do Norte vem ao Brasil contar seu testemunho

Ela chegou a ser presa e condenada a trabalhar nos campos de trabalho forçado

Desde o dia 21 de março a cristã Hea-Woo, 74 anos, tem passado por igrejas de diversas partes no Brasil para contar sobre a perseguição que sofreu na Coreia do Norte e na China.

Ela ficará no país até dia 8 de abril, relatando sua história de vida, fé e coragem. Mostrando aos cristãos brasileiros como é viver em um país onde ser cristão é motivo de perseguição, tortura e morte.

A história de Hea-Woo começa com sua mãe a levou consigo para fugir da guerra da Coreia do Norte, em 1950, elas caminharam por dois meses rumo à fronteira com a China. Durante esta longa caminhada, Hea viu que sua mãe usava uma cruz em sua corrente pendurada no pescoço. Ao questionar o que era, a pequena ouviu como resposta que nunca comentasse com ninguém sobre aquele pingente.

Hea-Woo e sua irmã viveram na China com sua avó por sete anos, até que houve uma ordem para que todas as crianças norte-coreanas voltassem para suas casas. Foi então que ela pode ter contato com sua mãe que era cristã e cuidava de viúvas e pobres.

“Ela morreu em 1990 e eu me tornei cristã sete anos mais tarde”, conta Hea-Woo, criada como uma comunista que aprendeu que missionários cristãos estavam tentando se infiltrar no país para converter as pessoas. Como os cristãos eram incapazes de fazer “atos revolucionários”, eram inimigos.

“Eu ouvia histórias de que cristãos iam aos hospitais, levavam as pessoas ao porão, as matavam e tiravam seu sangue para vender. Pensar nisso era horripilante para mim”, conta a cristã. 

Hea-Woo cresceu pensando que o líder do regime, Kim Il-sung, era um deus e, como tal, não comia nem dormia. A mãe dela, que trabalhava em um hospital como parteira, tentava lhe contar a verdade, dizendo que ele era humano, mas isso não fazia sentido para a jovem Hea-Woo.

Ela voltou a morar na China e mais tarde foi levada diretamente para o campo de concentração da Coreia do Norte por professar o Evangelho, juntamente com o seu marido. Seis meses após deixar a prisão, seu esposo faleceu e ela foi condenada a fazer trabalhos forçados. Seis anos depois ela conseguiu fugir dos campos e hoje vive refugiada em outro país.

 

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