“Ministro do Supremo tem mais poder que o Congresso”, diz professor

Pesquisador diz que CPI da Lava Toga é absolutamente republicana e adequada.

Para o professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Ivar Hartmann, o pedido de criação da CPI da Lava Toga é absolutamente republicana e adequada, e não abalaria o sistema de freios e contrapesos. 

 

Para o professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Ivar Hartmann, o pedido de criação da CPI da Lava Toga é absolutamente republicana e adequada, e não abalaria o sistema de freios e contrapesos.

 
 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar erros de procedimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é um desejo comum entre muitos parlamentares, principalmente os ligados à direita.

Mas de acordo com Hartmann, há uma diferença entre o “mundo ideal”, e o “mundo real” da política e a investigação poderá ser desvirtuada pelos parlamentares com objetivo de questionar decisões de mérito de ministros da mais alta Corte do país.

“Há uma tendência de essa CPI não seguir um caminho bom para o país, mas ainda assim eu prefiro que essa CPI ocorra do que não ocorra, porque hoje um ministro do Supremo, infelizmente, tem mais poder sozinho do que o Congresso inteiro”, disse o professor.

Um exemplo disso foi a decisão do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, que afastou Renan Calheiros da presidência do Senado, em 2016, quando o senador alagoano se tornou réu em ação penal.

“Se uma CPI, mesmo a versão ruim dela, acabar em pizza, ainda assim acho que a existência dela vai colaborar um pouco para tentarmos voltar a uma situação de equilíbrio institucional”, completou Hartmann em entrevista ao Valor Econômico.

 

Ex-matador e hoje pastor, Cláudio Guerra conta testemunho chocante e polêmico 

Ele foi delegado do Departamento de Ordem Política e Social, ou simplesmente “DOPS”. Suas informações deram surgimento ao livro “Memórias de uma Guerra Suja”, que chegou a ficar entre os oito mais vendidos do país em 2012, e também um matador confesso de dezenas de pessoas na época do regime militar, entre os anos 1970 a início de 80.

Cláudio Guerra já foi considerado um dos homens mais temidos do Brasil décadas atrás, mas sua vida mudou radicalmente após se converter ao Evangelho de Jesus Cristo e depois se tornar pastor, integrante da Assembleia de Deus. 

Guerra matou friamente vários adversários do regime militar. Ele representa o lado negro de uma época que ficou marcada pelos erros de ambos os lados de um conflito que até hoje é palco de disputas políticas, judiciais e ideológicas.

O agora pastor Cláudio Guerra confessou ter incinerado vários corpos a mando de superiores, além dos que ele mesmo havia matado. Seu testemunho ganhou as telas do cinema no documentário lançado esta quinta-feira (14), chamado “Pastor Cláudio”, dirigido por Beth Formaggini.

Se trata de uma entrevista onde o mesmo conta detalhes sobre execuções e o cenário do crime dentro e fora da esfera militar, seu período na prisão e como vive atualmente. 

Guerra também revela haver no país, desde o período militar, uma organização chamada “A Irmandade”, que segundo ele determina quem deve viver ou morrer no país, controlando a cúpula do poder.

“Nesse momento, percebendo o perigo, percebendo que mexeu com gente grande, a boca de Pastor Claudio começa a tremer de medo, as palavras começam a fraquejar, ele percebe, quer voltar atrás, e é ele mesmo tomado pelo terror que informa”, informa o G1 sobre o documentário.

Sem dúvida alguma se trata de uma produção importante para a história do Brasil. Um passado sombrio onde, independente das intenções consideradas boas ou ruins, de ambos os lados, ficou conhecido muito mais por seus vilões do que pelos heróis, se é que existiram. 

Em Washington, Bolsonaro diz que sua chegada à presidência foi milagre e vontade de Deus

Presidente está nos EUA para se encontrar com Donald Trump

 

O presidente Jair Bolsonaro está em Washington, EUA, para uma reunião com o presidente americano Donald Trump. Neste domingo, porém, ele participou de um jantar na embaixada brasileira com diversas autoridades americanas, além do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do escritor Olavo de Carvalho. 

 

Em seu discurso, Bolsonaro chamou de “vontade de Deus” ele estar na Presidência. “Nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo, quis a vontade de Deus, entendo dessa maneira, porque dois milagres aconteceram: um é a minha vida e outro minha eleição”, disse.

“A minha campanha foi baseada no versículo bíblico: ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará'”, relembrou ele aos presentes. “E o que eu sempre sonhei foi libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda”, completou.

A viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos é um marco entre a relação dos dois países. “Pela primeira vez em muito tempo, um presidente brasileiro que não é antiamericano chega a Washington. É o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade, como os brasileiros sempre desejaram”, escreveu o presidente assim que chegou nos EUA.

O encontro com Trump será nesta terça (19), ambos os presidentes possuem discursos parecidos, principalmente as críticas contra a esquerda política. 

 

 

Deputado quer condenar a 6 anos de prisão quem blasfemar contra símbolos religiosos 

O deputado federal Fernando Rodolfo (PR-PE) não está satisfeito com o Código Penal atual, no tocante à garantia do respeito para com a fé da população. Visando aperfeiçoar a legislação, ele propôs um projeto de lei (PL) que torna mais rígida a pena e configuração de crimes contra os símbolos religiosos no país.

A proposta surgiu logo após o polêmico desfile da escola de samba Gaviões da Fiel, durante o carnaval desse ano, onde um personagem representando Jesus Cristo aparece sendo derrotado por figuras do diabo e seus demônios. 

Dessa forma, com o projeto de lei 1276/2019, Rodolfo quer acrescentar ao Artigo 208 do Código Penal, o crime contra quem “blasfemar publicamente de divindades com palavras ou qualquer tipo de manifestação, afrontando a fé alheia”.

Percebe-se claramente que a proposta engloba todas as religiões, conforme o princípio de laicidade do Estado, favorecendo assim diversos grupos religiosos.

Se aprovado, o projeto deve impactar radicalmente diversas manifestações públicas consideradas ofensivas, como a Marcha do Orgulho Gay e a Marcha das Vadias, que em edições passadas utilizaram símbolos religiosos durante protestos de forma profana para os cristãos, ou até peças de teatro, como a que representou a figura de um “Jesus travesti”. 

“Brasil tem assistido nos últimos tempos a verdadeiras práticas de blasfêmia que escandalizam comunidades religiosas, como as que professam a fé no Cristianismo, por exemplo, religião que reúne quase 90% da população brasileira”, disse Rodolfo em sua justificativa.

“A blasfêmia é o ataque à honra de divindades cultuadas pelos mais diversos grupos religiosos e precisa ser combatida pela legislação”, continua, explicando que a pena deverá ser agravada especialmente se houver a utilização do dinheiro público para promover tais blasfêmias.

“Se já é inadmissível a prática da blasfêmia, também é inaceitável que a conduta seja incentivada com recursos públicos, daí a necessidade da lei em garantir que nenhum centavo do contribuinte seja usado para financiar ou patrocinar eventos e/ou apresentações públicas que blasfemem contra divindades religiosas”, conclui.

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