Prefeito de Maceió cobra do governo federal laudo sobre causas de rachaduras no Pinheiro

Rui Palmeira diz que quer esclarecer fala de Jair Bolsonaro a uma rádio de MG, em que ele cita que problema no bairro foi causado por mineração, assim como em Brumadinho.

 

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), afirma que cobrou laudo do governo federal que atestem se problema no Pinheiro tem ou não ligação com exploração da sal-gema feita pela Braskem — Foto: Magda Ataíde/G1Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), afirma que cobrou laudo do governo federal que atestem se problema no Pinheiro tem ou não ligação com exploração da sal-gema feita pela Braskem — Foto: Magda Ataíde/G1

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), afirma que cobrou laudo do governo federal que atestem se problema no Pinheiro tem ou não ligação com exploração da sal-gema feita pela Braskem — Foto: Magda Ataíde/G1

 

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), informou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (4) que cobrou um laudo oficial ao Ministério de Minas e Energia (MME) que deve apontar, ou não, se o aparecimento das rachaduras no bairro do Pinheiro tem relação com exploração de minério na região.

A iniciativa foi tomada, segundo o prefeito, depois de uma declaração do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), a uma rádio de Minas Gerais em que ele relacionava o problema do bairro do Pinheiro com a tragédia de Brumadinho.

"Estive reunido com o secretário da Defesa Civil Municipal e com o ministro de Minas e Energia. Nós fomos recebidos pelo secretário de Geologia e Mineração, pelos representantes da CPRM e da Agência de Mineração, e eu questionei acerca do posicionamento do presidente, que afirmou que um problema semelhante ao de Brumadinho estava acontecendo em um bairro de Maceió”, disse Rui Palmeira.

A fala do presidente da República reforça a suspeita de que a exploração de sal-gema pela Braskem tenha provocado as rachaduras. Contudo, pesquisadores continuam afirmando que os estudos realizados até então não comprovam que a mineração deu origem ao problema. A empresa também tem negado reiteradamente que tenha provocado as rachaduras.

“Como, no momento, não chegou de forma oficial [o laudo], eu solicitei à Agência de Mineração e ao Ministério de Minas e Energia um laudo para saber se há relação do caso do bairro do Pinheiro com a Braskem”, ressaltou o prefeito.

Palmeira também esclareceu que ainda não há comprovação de que as causas do problema sejam a exploração de mineração no bairro do Pinheiro. O laudo conclusivo deve ficar pronto em junho de 2019.

Enquanto as causas ainda estão estudadas, a Prefeitura afirma que a prioridade é retirar centenas de famílias que ainda estão em área de risco antes que comece o período chuvoso na cidade.

"Esse diagnóstico deve ficar pronto em junho, mas antes disso a prefeitura deve estar retirando famílias porque está chegando a quadra chuvosa e, se há vidas em risco, tem que priorizá-las e removê-las o mais rápido possível", disse Rui Palmeira.

Ainda na coletiva, o prefeito apresentou algumas ações o que estão sendo feitas com as famílias que moram no bairro.

"Visto essa situação que passam alguns imóveis no bairro do Pinheiro, nós conseguimos apoio financeiro do governo federal para as 410 famílias, esse recurso vai para uma conta específica para isso e não passa pela prefeitura", disse.

A coordenadora de Monitoramento e Avaliação Social da Defesa Civil de Maceió, Joana Borba, disse que já chegou uma outra equipe aqui em Maceió para continuar os estudos sobre as rachaduras, que conta com especialistas, pessoal e equipamentos.

 

Bolsonaro reassume Presidência da República 2 dias após cirurgia

Presidente vai despachar de escritório montado no Hospital Albert Einstein, onde segue internado.

Jair Bolsonaro (PSL) reassumiu a Presidência da República na manhã desta quarta-feira (30), segundo informou a assessoria de imprensa do governo. O presidente estava afastado das funções desde a manhã de segunda (28) por conta da cirurgia a que foi submetido para a retirada de uma bolsa de colostomia e a ligação entre o intestino delgado e parte do intestino grosso.

O presidente vai despachar de um escritório que foi montado no mesmo andar onde está internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. A previsão é que ele tenha alta no fim da próxima semana.

"Naturalmente, nós tentaremos evitar que esse despacho se faça de maneira rotineira, que venha a cansá-lo. Afinal, é um homem que passou pela terceira cirurgia", afirmou na terça-feira o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. Ele acrescentou que o presidente poderá receber ministros no hospital.

 
Foto de Bolsonaro internado no Albert Einstein postada no Twitter — Foto: Reprodução/TwitterFoto de Bolsonaro internado no Albert Einstein postada no Twitter — Foto: Reprodução/Twitter

Foto de Bolsonaro internado no Albert Einstein postada no Twitter — Foto: Reprodução/Twitter

 

Recuperação

 

Bolsonaro manteve-se estável durante a terça (29), segundo o último boletim médico, divulgado pelo hospital durante a tarde. Ele não apresentou sangramentos ou qualquer outra complicação.

Durante a tarde, “sentou em poltrona e realizou fisioterapia respiratória e motora com bom desempenho”.

Ele permaneceu em jejum oral, “recebendo analgésicos e hidratação endovenosa”, segundo o documento, assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo (cirurgião), Leandro Echenique (clínico e cardiologista) e Miguel Cendoroglo (diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein).2019-01-30

Governo Bolsonaro avalia que tem tempo para curar feridas no Senado 

Passada a eleição para os comandos do Congresso, a equipe de Jair Bolsonaro avalia que, na Câmara dos Deputados, tudo seguiu dentro do planejado. E Rodrigo Maia é segurança para as reformas. No Senado, agora o tempo é de curar feridas depois das sessões confusas e tensas. O governo acredita que tem tempo para isso e que Jair Bolsonaro terá de tomar as rédeas do processo.

Afinal, as reformas, como a da Previdência, só chegam na Casa depois de passar pela Câmara dos Deputados. O governo vai trabalhar para ter o MDB do seu lado e acredita que Renan Calheiros (MDB-AL), que também será procurado, já não tem tanto poder quanto antes para liderar uma forte oposição às propostas do Palácio do Planalto.

Por outro lado, a vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP), que deu fôlego ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não é garantia de que todos os que o apoiaram estarão com o governo na votação das reformas. Por isso, será preciso construir uma maioria na Casa, que já era considerada mais complicada do que a Câmara.

Eleito com folga e força para seguir no comando da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) já deixou claro que vai aprovar a reforma da Previdência, mas será ele, na Casa, o protagonista das negociações. Um recado na direção de Onyx Lorenzoni, acusado pelo grupo de Maia de trabalhar contra ele. Os dois nunca se deram bem, mas agora devem começar um trabalho conjunto de reaproximação.

Maia vai negociar com o ministro da Casa Civil, mas terá ponte direta com o presidente Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. E vai assumir, inclusive pensando nos seus projetos futuros, a construção da maioria para aprovar a medida. Ele avalia ser importante ter o apoio de governadores e prefeitos e alerta que, no momento, não sabe se o governo tem os 308 votos para aprovar a PEC da Previdência.

No caso do Senado, uma ala do governo preferia Renan Calheiros, chegou a torcer por sua vitória no sábado e criticava Onyx Lorenzoni por interferir na disputa pelo Senado. Acabou dando certo para o ministro da Casa Civil, e até aqueles que preferiam Renan o faziam por acreditar que ele ganharia e, no posto de presidente, era preciso tê-lo ao lado do Planalto.

Mas até a ala do governo favorável ao senador alagoano, no final, respirou aliviada, porque Renan não é considerado totalmente confiável e seria um obstáculo para os projetos do ministro da Justiça, Sergio Moro. Agora, o Planalto vai descobrir se Renan, que como aliado é segurança de votação de projetos na Casa, continuará tendo poder para ser um inimigo temível.

Governo não vai interferir em investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, diz Moro

Em entrevista à Reuters, o ministro da Justiça e Segurança Pública disse que apuração sobre movimentações atípicas na conta do filho do presidente está em fase 'preliminar'.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, durante evento em Davos, na Suíça — Foto: Alan Santos/Presidência da RepúblicaO ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, durante evento em Davos, na Suíça — Foto: Alan Santos/Presidência da República

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, durante evento em Davos, na Suíça — Foto: Alan Santos/Presidência da República

 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou à Reuters nesta quinta-feira (24) que o governo não irá interferir na investigação sobre transações financeiras atípicas envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e ex-assessores dele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Moro disse, em entrevista no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que a investigação que envolve o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro está em fase preliminar e vem sendo conduzida normalmente pelos promotores do Rio de Janeiro.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou 48 depósitos de R$ 2 mil entre junho e julho de 2017 e um pagamento de pouco mais de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica Federal na conta de Flávio Bolsonaro.

Além disso, um ex-assessor de Flávio, o motorista Fabrício Queiroz, também é investigado por movimentações atípicas identificadas pelo Coaf no valor de até R$ 7 milhões em três anos.

Flávio Bolsonaro, que assumirá o mandato de senador em fevereiro, afirma não ter cometido qualquer irregularidade.

"Essa é uma investigação preliminar, não há nada conclusivo sobre isso e no momento o caso está nas mãos dos promotores estaduais. Então, eles estão fazendo seu trabalho de maneira normal", disse o ministro.

"O governo nunca vai interferir no trabalho dos investigadores ou no trabalho com promotores", acrescentou o ministro, na entrevista concedida em inglês.

 

Posse de armas

 

Moro também defendeu, na entrevista à Reuters, o decreto sobre posse de armas recém-editado pelo governo, dizendo que a medida "não muda muito" a legislação anterior, uma vez que diz respeito apenas à posse de armas e não ao porte.

O ministro reiterou que não há planos em sua pasta no momento de propor qualquer nova mudança no controle de armas.

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